Então vá

O Pirete Involuntário

Posted in Uncategorized by danielandomingos on May 3, 2010

Pirete: s.m. Acto insultuoso que consiste em erguer o dedo médio  de forma a atribuir-lhe um significado fálico. Indica, normalmente, a intenção de que a pessoa contra quem este acto é praticado se dirija a um certo sítio.

Pois bem. O sol brilhava e eu estava bem disposta. Fui para o trabalho com o nervosismo e ansiedade com que se vai para um novo emprego. A formadora não podia ser mais querida. E deu-me dicas super importantes! Estava-lhe, portanto, agradecida.

O dia chegou ao fim. Pegámos nas nossas coisas e saímos. Como tinha estado 4 horas privada do meu aparelho de comunicação móvel, aproveitei para pôr as mensagens em dia, enquanto, com a outra mão, segurava a minha mala.

Passo por uma janela, olho para cima, vejo a senhora que tinha acabado de me dar formação (que pela lógica, está acima de mim na hierarquia da empresa….) e não vou de modas: com a mão com que segurava o telemóvel, fiz-lhe um simpático adeus. Adeus esse que segundos depois percebi não ter sido assim tão simpático, uma vez que fiquei a agarrar o dito instrumento com todos os dedos, menos o do meio, que abanei orgulhosamente na cara dela.

Juro que foi sem querer.

(para a Diana. Não o pirete, o texto)


Torre de Babel: Episódio 1

Posted in Uncategorized by danielandomingos on February 23, 2009

Parecendo que não, não saber falar a lingua nativa do país onde nos encontramos, cria alguns entraves. Sinto-me um bocadinho vulnerável, para não dizer completamente parola.

Há uns dias,por exemplo, enquanto saía de casa as 7.45h da manhã (reparem na precisão), deparei-me com a empregada da limpeza que começou imediatamente a falar comigo num francês pouco perceptível e, pareceu-me, também ele pouco correcto. Local: uma sala que se assemelha largamente a um cenário de guerra. Cadeiras espalhadas por todo o sítio, garrafas e garrafas de cerveja, caricas e beatas de cigarro no chão (não há comentários possíveis, já tentei definir isto e não consegui), cobertores e casacos que pareciam ter sido projectados de um qualquer canhão.

Descrições de design de interiores à parte e uma vez que desconheço o nome da Sra. D. empregada da limpeza, chamemos-lhe Hortense. Vem a D. Hortense lançada a mim de balde e esfregona em punho com um olhar petrificado, olhar esse que retribuo porque nunca a tinha visto, não sabia sequer que ela estava cá em casa e, relembro, eram já 7.47h da manhã (2 minutos de reconhecimento mútuo, vá).

Só por curiosidade: ela só faz a limpeza se a casa já estiver limpa e arrumada. Foi o que me disseram assim que cheguei. Se não estiver, dá meia volta e vai-se embora. Não é maravilhoso?

Bom, começa ela a dizer aquilo que eu percebi como: “Têm de arrumar isto… a sala está toda desarrumada…arrumem isto”.

Eu, atrapalhadíssima, tentei explicar que não tinha qualquer responsabilidade naquele caos, e que teria todo o gosto em ajudá-la mas não podia mexer em coisas que não são minhas. Como nem eu nem ela falamos a mesma lingua, e eu fiquei sem perceber se ela realmente falava a dela ou apenas emitia sons estranhos, ficamos as duas lost in translation. Eu, atrasada para as aulas, saí de casa e ela lá foi á sua vida, pela casa fora.

Resultado: Quando cheguei das aulas a sala estava exactamente na mesma. Obrigada D. Hortense. Anseio pelo nosso reencontro.

Posted in Uncategorized by danielandomingos on January 9, 2009

“It always fascinated me how people go from loving you madly to nothing at all, nothing. It hurts so much. When I feel someone is going to leave me, I have a tendency to break up first before I get to hear the whole thing. Here it is. One more, one less. Another wasted love story. I really love this one. When I think that its over, that I’ll never see him again like this… well yes, I’ll bump into him, we’ll meet our new boyfriend and girlfriend, act as if we had never been together, then we’ll slowly think of each other less and less until we forget each other completely. Almost. Always the same for me. Break up, break down. Drunk up, fool around. Meet one guy, then another, fuck around. Forget the one and only. Then after a few months of total emptiness start again to look for true love, desperately look everywhere and after two years of loneliness meet a new love and swear it is the one, until that one is gone as well. There’s a moment in life where you can’t recover any more from another break-up. And even if this person bugs you sixty percent of the time, well you still can’t live without him. And even if he wakes you up every day by sneezing right in your face, well you love his sneezes more than anyone else’s kisses.”

 

                                                                                                                          2 Days in Paris

                                                                                                                                                

(Agora que descobri como inserir imagens, não quero outra coisa. Encontrei-a algures pela net, achei gira. Provavelmente estou a cometer qualquer tipo de crime por não creditar as fotos, mas reparem na minha descontracção).2

Posted in Uncategorized by danielandomingos on January 8, 2009

“O Mundo é pequeno” – Um dos colossais mas tão verdadeiros clichés que nos chegam aos ouvidos todos os dias.

Torna-se, por vezes, assustador. Cada coincidência na área das relações interpessoais e recíprocas é um passo mais próximo para a comprovação da teoria “5 steps to Kevin Bacon”. Ou, para a história ser verídica, os “3 steps to Lisa Minelli”:

1. Eu conheço o Pedro.

2. O Pedro foi a Nova Iorque com os pais.

3. Iam todos na rua e quem é que os pais do Pedro vêem? A Lisa Minelli!

Pimba. Toda uma teoria empiricamente comprovada.

Isto passa-se de uma forma muito mais intensa e concentrada num meio claustrofobicamente pequeno como… sei lá… Massamá.

No Verão fui passar férias a uma aldeia no sul de França, uma coisa mesmo pequenina, que se percorria na totalidade em 10, 15 minutos no máximo. Essa aldeia tem pessoas do mundo INTEIRO e quem é que eu encontro? Uma vizinha minha que vem quase todos os dias comigo no autocarro. É, ou não é extraordinário? Secalhar não… mas decidi partilhar à mesma. Não me canso desta história. Fiquei mesmo surpreendida.

Vizinha: se me está a ler e se se reconhece nesta história, um “olá” para si, já que só trocámos sorrisos timidos quando nos encontravamos na fila da refeição, ou em sessões de conversa sobre “Como criar bases sólidas na construção de uma família”. (Sim, fui-me meter num sítio estranho).

 

lisa-minelli3

Posted in Uncategorized by danielandomingos on December 14, 2008

São impressionantes as dificuldades com que me deparo na publicação de um mísero post.

1. “Onde é que está a opção “criar novo post”?

(5 minutos volvidos)

2. “Não é bem este o tipo e o tamanho de letra que eu quero…”

(10 minutos e 15 tentativas de publicação depois)

3. “Esqueci-me do título… Como é que volto a editar isto?”

(and so on…)

Bom, podem parecer coisas sem importância mas ao fim de uns tempos entraves como estes provocam alterações no sistema nervoso.

 

De facto não domino, de todo, as ferramentas do WordPress. Sou infoexcluída.

Problema de (rugas de) expressão

Posted in Uncategorized by danielandomingos on December 14, 2008

Os 20 anos bateram-me à porta em forma de “Creme reafirmante para o contorno dos olhos”. Deu-mo uma amiga. O creme arde. Literal e figurativamente.

Tudo isto porque tive um colapso quando um dia acordei e vi que tinha uma “ruga de expressão” a mais nos olhos. Manifestei a minha preocupação com os meus amigos. “Já tens quase 20 anos… É normal. A partir daqui, é sempre a piorar…”. Afinal, era uma alergia que tinha na pele. Já passou (obrigada, Halibut). Mas não me vou pôr a jeito.

A minha mãe agora chama-me “vintage”.

Só para mim

Posted in Uncategorized by danielandomingos on November 3, 2008

 

Num momento de pura reflexão decidi criar o meu primeiro blogue.

 

Não sei se terá muito interesse para os demais, mas como disse um dia Saúl, esse grande cantor da nossa praça:

 

“Gostava de actuar no Pavilhão Atlântico, nem que fosse só para mim.”

 

Aplicando isto ao meu caso, o Pavilhão Atlântico é a Blogosfera. E eu sou o Saúl.

 

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